Com um mundo cada vez mais dinâmico, rapidamente nos tornamos desatualizados. E em pouco nos sentimos perdidos com temas que afetam nossa área de trabalho, redes sociais, Geração Y e etc… E aí que surgem
O mercado de eventos, palestras, congressos e todo tipo de pós-graduação, nunca esteve tão aquecido, todos profissionais correm para não ficar desatualizados e para entender o que está acontecendo no mundo e sua área. É um setor que fatura muito (e cobra muito também! rs). Mas sempre me questionei se todo o tempo e dinheiro que milhões de profissionais investem nisso realmente vale a pena. Porque muitas vezes me parece que as pessoas estão mais interessadas no Coffe-break do que no aprendizado, no networking do que na troca de conhecimento, em uma mensagem de motivação do que novos questionamentos.
Você vai dar uma palestra e quer fazer sucesso? É fácil, coloque os vídeos de maior acesso no Youtube e terá aplausos garantidos! Mas o que é sucesso, o entretenimento de muitos ou o real aprendizado de poucos? É a troca de experiências para quebrar paradigmas, ou a simples informação que poderia ser absorvida em 20 minutos no Google? É o interesse em se desenvolver, ou uma ótima desculpa para não trabalhar no dia e comer croissants e profiterólis?
Escrevi esse texto motivado por um post da BizRevolution sobre o Campus Party desse ano. Veja alguns trechos que destaquei.
“Não tem ar condicionado, não tem coffee-break, não tem recepcionista gostosa sorrindo falso para você… …não tem patrocinador vomitando jabá, e consequentemente, não tem nenhum dono da verdade… …campuseiros que se mostram ansiosos em colaborar com a construção das coisas ao invés de aceitar calados a teoria de algum boçal porque é diretor de alguma empresa ou professor de alguma matéria.”
“Fato esse que raramente você vê em eventos corporativos… …onde os ternos ambulantes da platéia formada por executivos fanfarrões são incapazes de formular uma pergunta que seja para o “guru” que está no palco a frente do seu ppt boring-to-boring. “
“O Campus Party é o evento da Geração Coragem, e não da geração “quero trabalhar na Ambev ou Vale do Rio Doce” Os Campuseiros não querem mamar nas tetas da invenção de alguém; os caras querem criar novos mercados, ampliar as oportunidades, formentar novas perspectivas para aqueles que são diferentes aos olhos do mainstream. “